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TECNOLOGIA .NET

A SIACorp é uma empresa altamente especializada no desenvolvimento de aplicações (Windows, Web e WebServices) em C#, VB.NET e ASP.NET, mantendo em seus quadros profissionais com larga especialização na implementação de Sistemas em Tecnologia .NET. Para compreender o seu funcionamento é importante entender como funcionam os novos elementos e conceitos introduzidos com a nova arquitetura:

·        CLR

O centro nervoso da arquitetura .NET é o CLR (Common Language Runtime). O CLR, denominado Win Components nos CD’s  de instalação do Visual Studio .NET, é o núcleo que contém todo o código necessário aos programas .NET para utilizarem recursos do sistema operacional, como comunicação TCP/IP, e manipulação de elementos da interface (tanto em aplicações com interface windows quanto em aplicações com interface web).

O CLR resolve um grande problema. Atualmente, quando se desenvolve um programa em VB 6.0, quem contém todo o código para apresentar forms, combo boxes e radio buttons é o runtime do Visual Basic, o arquivo MSVBVM60.DLL.  Se o programa é escrito em C++ , estes recursos são disponibilizados pelo runtime desta linguagem e assim por diante. Ou seja, cada compilador implementa chamadas a recursos do sistema operacional da sua prórpia forma.  Os programas gerados por estes compiladores são o que denomina-se “Unmanaged Code”.

Os compiladores das linguagens que fazem parte do Visual Studio .NET não têm mais seus próprios runtimes, elas utilizam o  CLR Runtime, contido nos arquivos MSCOREE.DLL, e MSCORLIB.DLL. Dessa forma, o ASP.NET, VB.NET e o novíssimo C# . Isto põe fim a um problema muito comum, a dificuldade em fazer com que objetos criados em VB sejam manipulados por programas escritos em C++ e vice-versa. Todas estas linguagens utilizam o CLR, gerando o que se denomina “Managed Code”.

Um dos aspectos mais interessantes da nova Plataforma .NET é que como o CLR fica a cargo de tudo, tornou-se muito mais fácil instalar e atualizar versões dos programas.  Para atualizar uma aplicação web por exemplo, basta fazer um FTP dos arquivos para o servidor, copiando-os por cima da aplicação antiga. Não é mais necessário atualizar o registry ou re-iniciar a máquina. Pode-se chegar ao extremo de ter duas versões da mesma dll no mesmo servidor, sendo utilizadas por duas aplicações diferentes, localizadas em diretórios separados.

 ·        SOAP

 O SOAP (Simple Object Access Protocol)  foi introduzido antes mesmo da apresentação da Plataforma .NET e é um dos conceitos mais interessantes surgidos nos últimos tempos.

O SOAP possibilita a utilização de métodos de um objeto através da web. O SOAP nada mais é do que um protocolo que possibilita a execução de métodos  com passagem e retorno de parâmetros através de um arquivo XML que trafegam pela web via HTTP.

  Ou seja, os métodos de objetos pertencentes às classes escritas em VB podem residir em um servidor no Brasil e serem acessados por alguém na Finlândia. Além disso, o SOAP é Firewall Friendly, o que quer dizer que é possível determinar que métodos de suas classes serão expostos da forma que seja conveniente.

 ·        Web Services

Web Services são serviços que podem ser consumidos através da Internet por outras aplicações. A forma de utilizar serviços na web hoje em dia está associada à utilização de um browser. Pode-se conectar a um portal de busca de financiamentos para obter as melhores taxas para um determinado tipo de empréstimo.  Mas sempre há a figura de alguém utilizando um browser.

Web Services permitem que sistemas geograficamente distribuídos conversem entre si, disponibilizando e consumindo serviços . Por exemplo, um sistema de ERP (Enterprise Resource Planning) pode ser conectar ao sistema de automação de crédito de um Banco para fechar uma operação de crédito para pagamento a prazo de uma mercadoria que está no armazém pronta para o embarque.

Um Banco pode tercerizar toda a sua operação de Cobrança e Renegociação de Dívidas e acompanhar a eficiência de cobrança da empresa contradada. A disseminação dos web services darão uma nova dimensão à prática de contratação de serviços tercerizados, iniciada na década de 80. Hoje já é possível tercerizar serviços de cobrança , mas cada empresa tem o seu sistema e os relatórios de produção são mandados em papel, disquete ou FTP para o Banco nos mais distintos formatos e lay-outs. A criação de aplicações que disponibilizam e consomem web services como o módulo de cobrança do CreditFlow possibilitará o fechamento de todos os elos da cadeia produtiva, tornado os processos cada vez mais eficientes.

Por exemplo, o módulo de cobrança do CreditFlow com base na taxa de eficiência de cobrança, medida on-line enquanto os funcionários da empresa trabalham, o Banco contratante será capaz de recalcular dinamicamente o spread (diferença entre as taxas de crédito e captação) de suas operações de empréstimo e oferecer taxas mais baixas a clientes com menor probabilidade de se tornarem inadimplentes.

 ·        SCL

O SCL, ou SOAP Contract Language é basicamente um documento XML que descreve um Web Service, incluindo seus protocolos de transporte (SOAP, HTTP-GET, HTTP-POST) e sua semântica (como os requests são feitos e como as respostas são enviadas). Através do SCL, aplicações clientes de um Web Service têm à sua disposição um contrato para saber o que o serviço está provendo e como falar com ele.

 ·        UDDI (DISCO)

Uma empresa que disponibilize muitos web services deve prover uma forma fácil para que os mesmos sejam “descobertos” por seus clientes. Quando a conversa é direcionada a seres humanos, a empresa simplesmente descreve os serviços que provê ou produtos que vende no seu portal ou web site. 

Quando as máquinas conversamentre si, isto tem de ser feito de uma forma mais estruturada e previsível, razão pela qual a Microsoft criou o DISCO.

O UDDI ou DISCO (abreviatura de Discovery) nada mais é do que um documento XML que contém referênciais à localização dos SCL’s de cada web service disponibilizado. Tipicamente ele reside na raiz de uma aplicação web. Os clientes efetuam um HTTP Request para saber o que é provido pela aplicação, que responde com um documento DISCO.

 Conclusão

Na essência, o que caracteriza o paradigma .NET  é a interoperabilidade, a capacidade de conexão entre plataformas heterogêneas através da Internet ou Intranets corporativas.

Leia o artigo sobre a tecnologia .NET escrito por Alexandre Marinho, presidente da SIACorp para a Revista Windows em Finanças da Microsoft

 






 

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